YASMIN LEVY IN “TERRA(S) DE SEFARAD – BRAGANÇA”

Yasmin Levy vai cantar no Castelo de Bragança integrada no encontro “Terras de Sefarad” na noite do dia 17 de Junho pelas 22,30 horas.


Yasmin Levy, cantora e artista israelita, “a extraordinária intérprete de música Ladino, que com grande dramatismo produz ecos do fervor do Flamenco Espanhol, Tango Argentino e do “blues” do Fado Português. No lançamento do seu disco ‘Libertad’ produzido por Ben Mandelson, a notável adição das arrebatadoras cordas Turcas, adiciona um elemento extra, vibrante e carregado de paixão.”

Resposta dos serviços da Presidência da República relativamente à carta que foi enviada ao Senhor Presidente da República, pela AAPI, em 26 de Outubro de 2016

A AAPI – Associação de Amizade Portugal-Israel recebeu a seguinte resposta dos serviços da Presidência da República relativamente à carta que foi enviada ao Senhor Presidente da República, em 26 de Outubro de 2016, por ocasião da ignóbil e vexatória votação da UNESCO para com o Povo Judeu e o Estado de Israel.  Abaixo da resposta da Presidência da República relembramos essa carta: “Carta em prol da Democracia, da Liberdade e da Fraternidade na ONU”.



Excelentíssimo Senhor Presidente da República Portuguesa

Excelência

Há já muito tempo que a Europa tem estado alheada do problema de Israel.

Seguindo uma política oportunista de acordo com o que lhe lhes parece ser mais conveniente momentaneamente, os países europeus cada vez mais tentam ignorar as dificuldades da vida quotidiana em Israel.

A Europa foge da História, da Sociologia, da Religião, não por uma questão de Liberdade e Ateísmo, mas, por um medo atávico de “ficar mal na fotografia” do que julga ser a modernidade.

Como tal, tem vindo a perder o seu sentido crítico da política, assim como dos seus objectivos sociais. A Europa esqueceu Descartes, Rousseau, Hume, Locke, Kant, Hegel, ou mesmo os princípios normativos da Revolução Francesa e descrê dos filósofos modernos porque nem sequer os consegue compreender.

O compromisso de ontem, não é valido hoje e o conceito de liberdade depende de tudo excepto da capacidade intelectual, moral e voluntária de alguns (poucos) políticos mas de (muitos) bancários e jornalistas

Neste sentido, o denominado conflito Israelo-Árabe tornou-se no conflito Israelo-Palestino. No entanto, não podemos considerar os palestinos como um povo árabe mas sim como uma mescla de povos muito diversos aglomerados debaixo de uma designação cuja génese se insere nos denominados “povos do mar”, de origem obscura. Actualmente, coexistem no terreno dois territórios distintos e ocupados por populações culturalmente diversas, designados como Palestina: a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.

Daqui, à conclusão que a Palestina é uma nação “democrática oprimida” por “uma potência totalitária opressora”, Israel, foi um ápice. Porém, em Março de 1977, Zahir Muhsein, membro executivo da Organização de Libertação da Palestina (OLP), afirmou numa entrevista ao jornal holandês Trouw que “Não existe ‘povo palestiniano’. A criação de um Estado palestiniano é apenas um meio para continuar a nossa luta contra o Estado de Israel”.

Hoje, no entanto, as forças anti-judaicas pretendem chegar mais longe, tentando desfazer quaisquer relações existentes entre Judeus, Israel e o Monte do Templo, Har Habait ( הר הבית – Monte da Casa [de D’us]) ou Har HaMoriah ( הר המוריה – Monte Ordenado [por D’us]).

Por esta razão, não podemos deixar de relembrar o que anteriormente afirmámos relativamente à compra, pelo Rei David, de uma eira no Monte Moriah, a um Jebuseu de nome Onan. A compra teve, como objectivo, construir, por determinação do Eterno, o Beit HaMikdash ( בית המקדש ), a Casa Sagrada, o Templo de Jerusalém. O Antigo Testamento nas Crónicas (1 Crónicas 21: 21-25) afirma o seguinte:

21 E David veio a Ornan; e olhou Ornan, e viu a David, e saiu da eira, e se prostrou perante David com o rosto em terra.

22 E disse David a Ornan: Dá-me este lugar da eira, para edificar nele um altar ao Senhor; dá-mo pelo seu valor, para que cesse este castigo sobre o povo.

23 Então disse Ornan a David: Toma-o para ti, e faça o rei meu senhor dele o que parecer bem aos seus olhos; eis que dou os bois para holocaustos, e os trilhos para lenha, e o trigo para oferta de alimentos; tudo dou.

24 E disse o rei David a Ornan: Não, antes, pelo seu valor, a quero comprar; porque não tomarei o que é teu, para o Eterno, para que não ofereça holocausto sem custo.

25 E David deu a Ornan, por aquele lugar, o peso de seiscentos siclos de ouro.

Ora, o terreno objecto desta esta compra, tal como o Templo, o único Local onde os Judeus podem prestar o Culto integral ao seu D’us e oferecer-Lhe as suas “Korbanot” ou Oferendas tem-lhes sido sucessivamente roubado pelos mais diversos povos. Desta forma impede-se a manifestação simbólica e a imensa gratidão do povo Judeu pelas benesses com que o Eterno ao criar a Humanidade nos tornou a todos sem distinção,  Seus filhos e Seus “sócios” no grande acontecimento que é o prolongamento do processo da Criação, responsabilizando-nos Amavelmente como Pai Extremoso por tal.

Já anteriormente,  em Bereshit ( בראשית – Génesis) 22:2, o Monte Moriah é referido:

1 Sucedeu, depois destas coisas, que Deus provou a Abraão, dizendo-lhe: Abraão! E este respondeu: Eis-me aqui.    

2 Prosseguiu Deus: Toma agora teu filho; o teu único filho, Isaque, a quem amas; vai à terra de Moriah, e oferece-o ali em holocausto sobre um dos montes que te hei de mostrar.    

3 Levantou-se, pois, Abraão de manhã cedo, albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque, seu filho; e, tendo cortado lenha para o holocausto, partiu para ir ao lugar que Deus lhe dissera.    

4 Ao terceiro dia levantou Abraão os olhos, e viu o lugar de longe.    

5 E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o mancebo iremos até lá; depois de adorarmos, voltaremos a vós.

E, posteriormente, nas Divrei Haiyamim (דברי הימים – Crónicas), o autor afirma perentoriamente em 2 Crónicas 3: 1,2:

א וַיָּחֶל שְׁלֹמֹה לִבְנוֹת אֶת בֵּית יְהֹוָה בִּירוּשָׁלִַם בְּהַר הַמּוֹרִיָּה אֲשֶׁר נִרְאָה לְדָוִיד אָבִיהוּ אֲשֶׁר הֵכִין בִּמְקוֹם דָּוִיד בְּגֹרֶן אָרְנָן הַיְבוּסִי

1 E começou Salomão a edificar a casa do Eterno em Jerusalém, no monte Moriah, onde o Eterno aparecera a David seu pai, no lugar que David tinha preparado na eira de Ornan, o Jebuseu.
ב וַיָּחֶל לִבְנוֹת בַּחֹדֶשׁ הַשֵּׁנִי בַּשֵּׁנִי בִּשְׁנַת אַרְבַּע לְמַלְכוּתוֹ 2 E começou a edificar no segundo mês, no segundo dia, no ano quarto do seu reinado.

Mas se dúvidas persistissem, são integralmente esclarecidas em 2 Crónicas 5: 1-7:

א  וַתִּשְׁלַם, כָּל-הַמְּלָאכָה, אֲשֶׁר-עָשָׂה שְׁלֹמֹה, לְבֵית יְהוָה;  {ס}  וַיָּבֵא שְׁלֹמֹה אֶת-קָדְשֵׁי דָּוִיד אָבִיו, וְאֶת-הַכֶּסֶף וְאֶת-הַזָּהָב וְאֶת-כָּל-הַכֵּלִים–נָתַן, בְּאֹצְרוֹת בֵּית הָאֱלֹהִים.  {פ}

1 Quando se concluiu a construção do templo do Senhor, Salomão mandou levar para lá todas as coisas que seu pai David tinha dedicado ao Senhor, prata, ouro e todos os objetos. Tudo foi colocado no depósito dos tesouros do templo.

ב  אָז יַקְהֵיל שְׁלֹמֹה אֶת-זִקְנֵי יִשְׂרָאֵל, וְאֶת-כָּל-רָאשֵׁי הַמַּטּוֹת נְשִׂיאֵי הָאָבוֹת לִבְנֵי יִשְׂרָאֵל–אֶל-יְרוּשָׁלִָם:  לְהַעֲלוֹת אֶת-אֲרוֹן בְּרִית-יְהוָה, מֵעִיר דָּוִיד–הִיא צִיּוֹן 2 Salomão convocou para Jerusalém os anciãos de Israel, os chefes das tribos e os representantes dos clãs israelitas, a fim de transportarem a  arca da aliança do Senhor da cidade de David, que é Sião, para o Templo. 
ג  וַיִּקָּהֲלוּ אֶל-הַמֶּלֶךְ כָּל-אִישׁ יִשְׂרָאֵל, בֶּחָג:  הוּא, הַחֹדֶשׁ הַשְּׁבִעִי 3 E assim todos os israelitas se reuniram com o rei, por ocasião da festa do sétimo mês.
ד  וַיָּבֹאוּ, כֹּל זִקְנֵי יִשְׂרָאֵל; וַיִּשְׂאוּ הַלְוִיִּם, אֶת-הָאָרוֹן 4 Depois de chegarem todos os anciãos de Israel, os levitas levaram a arca,
ה  וַיַּעֲלוּ אֶת-הָאָרוֹן וְאֶת-אֹהֶל מוֹעֵד, וְאֶת-כָּל-כְּלֵי הַקֹּדֶשׁ אֲשֶׁר בָּאֹהֶל:  הֶעֱלוּ אֹתָם, הַכֹּהֲנִים הַלְוִיִּם 5 enquanto os  sacerdotes  levitas transportavam a tenda do encontro e todos os objetos sagrados que lá se encontravam.
ו  וְהַמֶּלֶךְ שְׁלֹמֹה, וְכָל-עֲדַת יִשְׂרָאֵל הַנּוֹעָדִים עָלָיו–לִפְנֵי הָאָרוֹן:  מְזַבְּחִים צֹאן וּבָקָר, אֲשֶׁר לֹא-יִסָּפְרוּ וְלֹא יִמָּנוּ מֵרֹב 6 O rei Salomão e todos os israelitas que se tinham juntado a ele, diante da arca, ofereceram tantos sacrifícios de ovelhas e de bois que nem se podiam contar.

Temendo tornar-nos repetitivos, ninguém minimamente esclarecido, pode ignorar o amor do povo Judeu por Jerusalém, a nossa Capital Eterna. Durante o cativeiro da Babilónia perpetrado por Nabucodonosor, o povo chorou amargamente a dor do seu exílio, com tal desespero que atinge quase o limite da loucura como se pode ler no seguinte trecho do Salmo 137:

 

א  עַל נַהֲרוֹת, בָּבֶל–שָׁם יָשַׁבְנוּ, גַּם-בָּכִינוּ: בְּזָכְרֵנוּ, אֶת-צִיּוֹן.

1 Junto aos rios da Babilónia nos sentamo–nos e choramos, lembrando-nos de Sião.
ב  עַל-עֲרָבִים בְּתוֹכָהּ–תָּלִינוּ, כִּנֹּרוֹתֵינוּ.

2 Nos salgueiros, que há no meio dela, penduramos as nossas harpas.

ג  כִּי שָׁם שְׁאֵלוּנוּ שׁוֹבֵינוּ, דִּבְרֵי-שִׁיר–וְתוֹלָלֵינוּ שִׂמְחָה: שִׁירוּ לָנוּ, מִשִּׁיר צִיּוֹן. 3 Porquanto aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos um dos cânticos de Sião.
ד  אֵיךְ–נָשִׁיר אֶת-שִׁיר-יְהוָה: עַל, אַדְמַת נֵכָר. 4 Mas como entoaremos o cântico do Eterno em terra estranha?
ה  אִם-אֶשְׁכָּחֵךְ יְרוּשָׁלִָם–תִּשְׁכַּח יְמִינִי. 5 Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha mão destra da sua destreza.
ו  תִּדְבַּק-לְשׁוֹנִי, לְחִכִּי–אִם-לֹא אֶזְכְּרֵכִי:
אִם-לֹא אַעֲלֶה, אֶת-יְרוּשָׁלִַם–עַל, רֹאשׁ שִׂמְחָתִי.
6 Apegue-se-me a língua ao palato se me não lembrar de ti, se não preferir Jerusalém à minha maior alegria.

Mas Jerusalém é, também a cidade de Jesus, e no Templo, Jesus, a sua família e os seus seguidores cumpriram a Lei de Moisés.

Não foi no Templo que Simeão esperou Jesus, o apresentou ao oitavo dia conforme a Lei e o Resgatou na Cerimónia de Resgate dos Primogénitos (פדיון הבן – Pidyon Ha-Ben)?

Não foi no Templo que Jesus discutiu com os Doutores da Lei?

Não foi do Templo que Jesus expulsou os vendedores?

Não foi no Templo que Jesus curou cegos e coxos como afirma Mateus?

Não foi no Templo que as crianças gritaram a Jesus “Hosana, filho de David”?

Não era no Templo que Jesus, de acordo com Lucas ensinava todos os dias?

Não foi em Jerusalém que, de acordo com o Novo Testamento, Jesus entrou em Glória?

Não foi em Jerusalém que Jesus celebrou a Pessah (Páscoa)?

Não foi em Jerusalém que os Romanos crucificaram Jesus?

Não foi em Jerusalém que sobre a cabeça de Jesus crucificado, como forma de amesquinhar não só o supliciado mas, fundamentalmente o povo Judeu, os Romanos escreveram um letreiro que dizia “Iesus Nazarenus, Rex Iudæorum”, isto é, “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus”, mas, de acordo com João, para que não sobreviesse qualquer dúvida sobre a sua atitude desdenhosa, escreveram-na ainda em grego, “Ο Ιησούς από τη Ναζαρέτ Ο βασιλιάς των Εβραίων” e em hebraico ” ישו מנצרת מלך היהודים”?

Jerusalém, é, por todas as razões a capital de Israel e a cidade amada e sonhada por todos os Judeus de todas as eras. No fim da Pessah (Páscoa) todos os Judeus do mundo saúdam-se entre si desejando:  L’Shanah Haba’ah b’Yerushalayim ( לשנה הבאה בירושלים ), “Que no ano que vem [celebremos todos aPessah] em Jerusalém”.

Jerusalém é, portanto, para os Judeus a sua Capital religiosa afectiva e intelectual, assim como o Vaticano é a Capital Espiritual dos Cristãos, e Meca a dos Muçulmanos. Porque razão os Judeus voltam, agora, a ser descriminados na sua identidade e religiosidade? Que diriam os Cristãos se alguma força estranha forçasse o seu afastamento ou desapego de Roma? Algum não muçulmano consegue entrar em Meca?

Porque têm, novamente, os Judeus de se desligar dos seus locais mais sagrados? Como se pode justificar uma atitude desta ordem? E como aceitar que este acto hediondo tenha o apoio passivo de Portugal que ainda há pouco tempo se engrandeceu aos olhos do mundo com a aprovação e a implementação da Lei de Atribuição de Nacionalidade Portuguesa aos descendentes dos Judeus portugueses perseguidos pela Inquisição? Não era na época, no Século XVI, a expulsão de Espanha e indirectamente o “baptismo em pé”, em Portugal, considerado pelos Judeus peninsulares como “uma nova expulsão da sua querida Jerusalém”? Os Cancioneiros falam-nos disto…

E se um dia, as forças extremistas islâmicas se assenhoreassem de Fátima e considerassem o local do Santuário como um espaço de culto sufi, como reagiriam os portugueses?…

Ou de Santiago de Compostela. Não era Abd al-Rahman ibn Muhammad Ibn Marwan Ibn Yunus al-Yilligi al-Maridi, conhecido por Ibn Marwan al-Yilliqui, isto é Ibn Marwan , o “Galego”, ao que parece pela sua ascendência galega?

E se fosse Roma?… Como receberiam os cristãos esse acto?…

Consideramos, portanto, esta decisão absurda e indigna de um organismo internacional que se diz pretender disseminar a Paz entre os povos com base na educação, na cultura e na ciência.

Ao tomar esta atitude infame a UNESCO desonra os países que pretendem ignorar os problemas e desonra-se a ela própria como organismo mundial que ao ignorar a história Judia de Jerusalém e, indirectamente, a história das Igrejas Cristãs, em vez de fazer desvanecer o ou os conflitos religiosos, antes os reaviva e fortalece.

Perante a afronta cometida contra o mundo judaico, por parte da UNESCO e da UE, a AAPI – Associação de Amizade Portugal-Israel não pode ficar calada e, desta forma vem solicitar-lhe, Excelentíssimo Senhor Presidente da República Portuguesa, que da forma que mais justa e correcta lhe pareça, ajude a corrigir, junto da ONU, este acto terrível para com o Povo de Israel, cujo sangue flui em grande quantidade nos Portugueses.

Esperando de Vossa Excelência a melhor atenção para que seja encontrada uma solução pacífica e amigável para este problema que honre todas os intervenientes. Estamos certos de que tudo fará em prol do bom nome de Portugal, da União Europeia assim como da Democracia, da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade.

Com os nossos melhores cumprimentos, subscrevemo-nos

O Presidente

António José Aguiló y Fuster Caria Mendes

“Se houvesse alguém com uma faca nas ruas em Lisboa, o que faziam?” – Entrevista – DN

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Tzipora Rimon chegou a Lisboa em 2013| Leonardo Negrão / Global Imagens

In: http://www.dn.pt/mundo/entrevista/interior/se_houvesse_alguem_com_uma_faca_nas_ruas_em_lisboa_o_que_faziam_4838900.html

 

Em entrevista ao DN, a embaixadora de Israel em Lisboa, Tzipora Rimon, fala da violência das últimas semanas.

Fala-se cada vez mais em Terceira Intifada devido à violência das últimas semanas. Faz sentido?

Eu não uso a palavra Intifada. Ninguém em Israel a usa. Porque o que está a acontecer é muito diferente de outras ocasiões. Pode haver pedras nas ruas, facas, tiros… Mas não surge no vazio. Há muitos elementos que alimentam esta situação.

Este é um tipo de violência diferente, esfaqueamentos, fala-se em lobos solitários, sem treino dos grupos armados…

Em primeiro lugar, há uma infraestrutura de ódio. Não é de hoje, nem de ontem. Há discursos para jovens, seminários e até workshops. Como é que nos podemos sentar à mesa das negociações quando temos uma nova geração de palestinianos educada para odiar? Podemos sentar-nos com Mahmud Abbas, discutir. Mas ao mesmo tempo todos os livros incitam ao ódio. Além disso, há palavras-chave que são usadas: “ocupação”, “desespero”, “falta de esperança”.

            האגודה לקשרי ידידות ישראל – פורטוגל   Liga de Amizade  Israel – Portugal

 Israel-Portugal
חברים יקרים
בהמשך לשיחה שהתקיימה בין שגריר פורטוגל כבוד דר, מיגל דה אלמידה אי סוזה לביני, התבקשתי על ידו להעביר לכל חברי הליגה וידידי פורטוגל את דאגתו לכל החברים ובתקווה שלכולם שלום ואיחולים לסיום המערכה ללא נפגעים וקרבנות.
בברכה
אברהם פאר פלוצקר – יו”ר
Caros Amigos
Em seguimento à conversa entre a S. E. o Embaixador de Portugal Dr. Miguel de Almeida e Sousa e o signatário, foi-me pedido para transmitir aos membros da Liga e amigos de Portugal a sua preocupação com os nossos membros na esperança de que todos se encontrem bem assim como as suas famílias, esperando que assim continua até ao fim das hostilidades..
Com votos de boas notícias
Abraham Peer Plocker –
 Presidente