Rabi Eli Rosenfeld – Parashat Acharei-Kedoshim – Chabad Portugal

A Parashá Kedoshim contém muitas importantes Mitzvot. Na verdade, os comentadores biblicos dizem-nos, que todos os Dez Mandamentos são novamente referidos nesta Parashá.

Dom Abarbanel no seu comentário, faz a pergunta óbvia. “Qual é a necessidade de listar uma vez mais esses mandamentos?” “O que é podemos aprender com a repetição de Mitzvot que já conhecemos?”

Explica Dom Abarbanel, que a Torá está oferecendo uma lição importante no que toca à intenção e motivação que devem existir cada vez que cumprimos uma Mitzvá.

Muitas Mitzvot parecem ser etapas lógicas de comportamento, ações que podemos fazer por nossa própria vontade. Por exemplo, ter um dia de descanso. Uma oportunidade de fazer uma pausa no trabalho é o desejo natural do ser humano. Naturalmente, temer e venerar os nossos pais, pode ser um produto do nosso meio ambiente, instintos e educação.

Isto é exatamente o que a Torá nos quer fazer cientes. Quando fazemos uma Mitzvá, devemos fazê-la porque é uma Mitzvá, porque D-us nos instruiu a fazê-la. Como diz o verso, “Tu deves ser santo, porque Eu, D-us, o vosso D-us, Sou Santo.” (Vayikrá 19: 1)

Quando descansamos no Shabat oue honramos os nossos pais, não o estamos a fazer apenas por acharmos que é o comportamento correcto, mas sim porque D-us tal nos pediu para fazermos. Quando agimos em conformidade, e realizamos as Mitzvot com a intenção de cumprir a vontade e o desejo de D-us, o resultado é um ambiente de santidade, e uma forte ligação com D-us.

Shabat Shalom!

Rabino Eli Rosenfeld
chabadportugal.com


A história do Judaísmo em Portugal é uma fina tapeçaria rica em desafios e sucessos ao longo de tempos imemoriais. As terras portuguesas produziram e acolheram alguns dos nossos maiores Rabinos e líderes. Desde o estadista, líder, e sábio, Rabino Dom Yitzchak Abarbanel até ao autor do Shulchan Aruch, o Rabino Yosef Karo no século dezasseis até mais recentemente ao tempo que passou em Lisboa em 1941 o Grande Rabino de Lubavitch, o solo Portugal foi testemunha de importantes contribuições para o reforço das comunidades Judaicas e da sua compreensão e aderência à Torah.

É em reconhecimento da natureza imorredoira destas contribuições e em honra de todos os Judeus que ao longo de tempos de glória e deescuridão residiram em Portugal, que estes comentários da autoria dos grandes Rabinos de Portugal vos são aqui apresentados – aqui em Portugal.

Um agradecimento especial ao Rabino Shlomo Pereira pela tradução deste texto para português.